sexta-feira, 30 de abril de 2010

CÂNCER DO COLO DO ÚTERO

O câncer de colo do útero tem sua origem principal na junção escamo colunar, tanto do epitélio escamoso como de epitélio colunar. São reconhecidas duas principais categorias de carcinomas invasores da cérvice:
  • Carcinoma de células escamosas - representa cerca de 80% dos casos.
  • Adenocarcinoma - representa cerca de 10% dos casos, demonstrando aumento crescente de incidência em mulheres mais jovens, talvez pelo uso indiscriminado de contraceptivo hormonal.
C


O câncer de colo uterino é um dos tipos de câncer que mais mata mulheres no Brasil. Ele possui uma particularidade: antes de tornar-se uma doença maligna, apresenta lesões precursoras, isto é, lesões que ainda não são câncer mas que poderão se tornar. A existência de lesões precursoras é a principal característica do câncer de colo de útero, dando condições ao médico de tratá-lo precocemente e conseguir a cura.

As principais CAUSAS do câncer de colo do útero:
  • Início precoce de atividades sexuais
  • Múltiplos parceiros sexuais
  • Vários partos
  • Doenças sexualmente trensmissíveis (HPV - Papilovírus)
  • Higiene íntima inadequada
  • Tabagismo
SINTOMAS


A fase inicial da doença não possui sintomas, por isso sua detecção só é possível através de exame preventivo. Conforme a doença progride, os principais sintomas são sangramento vaginal, corrimento e dor.




REFERÊNCIAS:

Elisama Cruz Gonçalves

quarta-feira, 28 de abril de 2010

DEBRIDAMENTO

É a remoção do tecido desvitalizado presente na ferida. Atualmente os métodos utilizados na prática clínica são o autolítico, enzimático, mecânico e cirúrgico.

Autolítico – usa as enzimas do próprio organismo humano para dissolver o tecido necrótico. Isto ocorre quando os curativos oclusivos ou semi-oclusivos são utilizados. Geralmente não causam dor e requerem pouca habilidade técnica para sua realização. O debridamento pode ser bastante lento, mas é o mais seletivo. Na presença de infecção ou em grandes extensões de necrose assim como em pacientes imunodeprimidos o seu uso é contra-indicado. A ferida apresenta odor durante o processo de debridamento. As coberturas sintéticas como hidrocolóide, hidrogel e filmes transparentes promovem o debridamento autolítico.

Enzimático – utiliza agentes químicos que são seletivos para o tecido necrótico e causam danos mínimos em tecidos saudáveis. Podem ser utilizados em feridas extensas com quantidades moderadas de tecido necrótico. Podem ter custo elevado e requerer prescrição para compra. Os dois agentes mais comuns são a colagenase e papaína. A colagenase é uma enzima isolada do clostridium hystoliticum. Digere o colágeno, mas não é ativo contra a queratina, gordura ou fibrina. O ph ideal da ferida para o seu uso é 6-8. A papaína é uma enzima proteolítica derivada do carica papaya. Nos Estados Unidos é combinada com uréia para ativação e sua ação ocorre com o pH entre 3-12. No Brasil a papaína é encontrada na forma de pó, solúvel em água ou na forma de gel. É utilizada em concentrações diferentes de 2% a 10%, dependendo das características da lesão.

Mecânico – Usam a força física para remover o tecido necrótico sendo produzido pela fricção com pinça e gaze, pela retirada da gaze aderida ao leito da ferida ou pela hidroterapia que força a remoção. Os curativos de gaze não são seletivos e danificam o tecido saudável ao remover o tecido necrótico; a cicatrização pode demorar mais tempo.

Debridamento Cirúrgico – utiliza métodos cirúrgicos para remoção do tecido necrótico. É freqüentemente considerado o método mais efetivo já que uma grande excisão pode ser feita com a remoção rápida do tecido. É utilizado para preparar uma ferida para receber o enxerto. É considerado invasivo e de custo elevado, requer o uso de sala cirúrgica. O debridamento instrumental pode ser realizado no leito do paciente por profissional não médico desde que habilitado. Para o enfermeiro, esta prática é regulamentada pelos Conselhos Regionais de cada estado.

Por/ Maria de Lourdes Silva

Tecido de Granulação


É o indicador da cicatrização e decorre da proliferação de fibroblastos e células endoteliais vasculares.Tem aparência rósea, lisa e granular e possui ainda aspectos histológicos caracterísitcos:   

  • Formação de pequenos novos vasos sanguíneos (angiogênese)  
  • Proliferação de fibroblastos

      Os novos vasos permitem a passagem de proteínas e células vermelhas para o espaço extravascular, logo o tecido de granulação é, com frequência, demaciado.

      (Alexandra Fernandes)

      terça-feira, 27 de abril de 2010

      TECIDO DE REPARAÇÃO:REPARO

      O REPARO DO TECIDO PODE SER DIVIDIDO EM DOIS PROCESSOS:
      • REGENERAÇÃO
                                             -resulta na restituição dos tecidos perdidos;
                                             -os tecidos com alta capacidade proliferativa renovam-se continuadamente e pode regenerar-se após uma lesão enquanto não forem atingidas as células tronco desses tecidos
      • CICATRIZAÇÃO
                                           -pode restaurar as estruturas originais, porém envolve a deposição do colágeno e a formação da cicatriz;
                                           -ao contrário da regeneração, a cicatrização com a formação de cicatriz ocorre se a estrutura da MEC(matriz extracelular) estiver danificada, causando alterações na arquitetura tecidual.



      Rafaely Araújo
                                                  

      domingo, 25 de abril de 2010

      Pigmentação

      Pigmentação



      Pigmento: substância de origem, composição química e significado biológico diversos que tem cor própria.

      Pigmentação: processo patológico ou normal, de formação ou acúmulo de pigmentos.

      • Há 03 classes de pigmentos:

      1. Melanina;

      2. Hemoglobina e seus derivados;

      3. Lipocromos;

      Esses são considerados pigmentos endógenos: produzidos por meio de atividade metabólica das próprias células do organismo.

      Pigmentos exógenos: alcaçam o interior do organismo por via respiratória, digestiva ou quando inculado através da pele, vindos já pré-formados do meio exterior.

       Pigmentações endógenas:

      • Pigmentações hemoglobínicas: a hemoglobina é a pigmentação que dá a cor vermelha as hemácias;o principal pigmento biliar é a bilirrubina, produto final do catabolismo da fração heme (uma das partes fundamentais da hemoglobina, que possui quatro anéis pirrólicos que contem ferro) da hemoglobina e de outras hemoproteínas, No aumento da produção de bilirrubina ou no defeito hepático da remoção deste pigmento da circulação sanguínea, eleva o nível de bilirrubina no sangue; para isso chamamos hiperbilirrubinemia. Que pode causar por exemplo a icterícia, que em crianças se não tratada pode... pela sua toxicidade.

      • Os passos da degradação do heme ate a bilirrubina são facilmente visualisados em áreas de hematomas.Onde as mudanças de coloraçãode vermelha (no extravasamento de hemoglobina) até a biliverdina responsável pela cor verde do hematoma e depois para a cor amarela.

      • Melanina: a coloração normal da pele, dos pêlos e dos olhos é devida a melanina. Essa tem ação protetora, protege a pele da ação lesiva dos raios solares, ela é formada pelos melanócitos, que quando são estimulados produzem melanina.

      Ex: na degradação e morte de algumas células epiteliais da epiderme na exposição ao sol.

       Pigmentações exógenas:

      • Antracose: quando pequeníssimas partículas de carvão são inaladas, podem atingiros alvéolos pulmonares, neste caso, são fagocitadas por macrófagos.

      Esse processo não causa alteração. Porem quando associado ao hábito de fumar, agrava os efeitos do fumo sobre os pulmões.



      • Também são exemplos de pigmentação exógena: a siderose e a tatuagem.

      BIOFILMES E INFECÇÃO HOSPITALAR

      Os Biofilmes são constituídos por uma comunidade estruturada de células aderentes a uma superfície inerte ou viva, embebidas numa matriz de exopolissacarídeo. Não são apenas camadas viscosas contendo microorganismos, mas representam sistemas biológicos altamente organizados, onde as bactérias estabelecem comunidades funcionais estruturadas e coordenadas.

      A vasta maioria das doenças infecciosas vêm sendo tratada eficientemente com antibióticos entretanto, de acordo com as pesquisas mais recentes, sabemos que tal tipo de estratégia pode ser ineficaz em duas situações:
      • Com organimos exibindo resistência inata à droga
      • Em bactérias presentes em biofilmes
      Biofilme formados por bactérias Staphyloccocus aureus na superfície de um cateter

      Em um biofilme as bactérias podem ser 1000 vezes mais resistentes a um antibiótico, quando comparadas às mesmas células planctônicas, embora os mecanismos envolvidos nesta resistência sejam ainda pouco conhecidos.

      Os biofilmes são usualmente encontrados em substratos sólidos, como equipamentos hospitalares, associados com soluções aquosas. A dificuldade de se erradicar essas bactérias desses locais, aliada a sua multirresistência a drogas antibacterianas, faz com que esses seres contribuam substancialmente para a mortalidade de pacientes hospitalizados.

      Sua ocorrência e persistência no ambiente hospitalar tem sido verificada em todo o mundo, particularmente em países em desenvolvimento como o Brasil, e tem tornado infelizmente muitos hospitais verdadeiras fábricas de doenças.

      É preciso que a população se conscientize da gravidade do problema e solicite que os hospitais de sua cidade tomem medidas para evitar a ocorrência de infecções nosocomiais, ou seja, hospitalar, como a implementação da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar(CCIH).

      Portanto, acadêmicos da área de saúde e em especial, nossos colegas acadêmicos de enfermagem, vamos fazer valer a pena a nossa formação e fazer a diferença no combate a Infecção Hospitalar, quando execermos nossa profissão.

      postado por: ELISAMA CRUZ GONÇALVES

      quarta-feira, 21 de abril de 2010

      DIP ( DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA

      A doença inflamatória pélvica (DIP) é uma infecção dos órgãos reprodutores femininos, causados por ação bacteriana, com maior frequência entre as mulheres jovens que mantem constantes relações sexuais, especialmente com múltiplos parceiros. Raramente ocorre após a menopausa. É uma doença sexualmente transmissível (DST).
      É transmitida por bactérias como o gonococo, as causadoras da clamídia em maior incidência .Há outros agentes mas de menor ocorrência.

      Transmissão

      Ocorre durante o ato sexual quando a(o) companheiro(a) estão contaminados; no parto, se a mãe estiver infectada, ou por contaminação indireta se, por exemplo, uma mulher usar artigos de higiene íntima de uma amiga contaminada. Há casos raríssimos de contágio em vasos sanitários, se houver um ferimento proeminente na vulva feminina e por contágio através de uso de artefatos contundentes ou agulhas infectadas chamada septemia gonocóquica.



       Progressão e sintomas

      O intervalo de tempo entre a contaminação e o surgimento dos sintomas e o período de incubação é variável vai de, 2 a 4 dias, excepcionalmente podendo alcançar 30 dias.
      Mais comum em mulheres jovem, que mantêm constantes relações sexuais, são a ardência ao urinar ou disúria acompanhada de febre baixa e o aparecimento de corrimento que varia do amarelo ao purulento que sai da vagina, com odor característico e forte. Uma complicação perigosa é consequência de disseminação para o trato genital superior, com dores abdominais e até sangramento, podendo atingir o útero, tubas uterinas e cavidade abdominal em especial, resultando na infertilidade. No homem é conhecida como Uretrite ou infecção da uretra. Se atingir as trompas, pode dar origem a abscessos ou obstruções severas. Na região da vulva pode afetar a Glândula de Bartholin, ocasionando as chamadas Bartholinites: essa inflamação deixa a vulva sensível e perigosamente exposta a novas infecções.


       Diagnóstico

      O diagnóstico é basicamente clínico, não havendo necessidade de exames laboratoriais específicos. Porém, se houver necessidade como, por exemplo, estudos epidemiológicos O mais eficiente é o chamado coleta "in vitro" ou local, através de "swab" (uma longa haste com pedaço de algodão na ponta). O material recolhido é transposto em um campo de cultura e após 72 horas o especialista conta a quantidade de bactérias por mm quadrado indicando assim o grau de contaminação do(a) paciente.


       Tratamento

      Além de medidas de higiene, e o uso de proteção (preservativo/camisinha) compreende o uso de antibióticos e quimioterápicos, sob rigorosa prescrição médica, pois pode haver um mascaramento da doença, com consequencias imprevisíveis para a pessoa.