sexta-feira, 28 de maio de 2010

Retinoblastoma

O retinoblastoma é o tumor mais freqüente nas crianças, desenvolvendo-se na retina, a partir de retinoblastos. O seu principal perigo advém do facto de afectar essencialmente crianças pequenas que, em casos extremos, as poderá levar à morte.

Pode ser hereditário ou não, sabendo que no caso de ser, manifesta-se em ambos os olhos e mais precocemente, ainda numa fase pré-verbal.

Sintomas- Vermelhidão, estrabismo, irritação ou inflamação são alguns sinais da doença, no entanto, o principal é a "pupila branca", que se poderá notar com o "flash" de uma máquina fotográfica.

Tratamentos- O laser, em casos menos graves, até à remoção do globo ocular nos casos onde este apresente uma maior desenvolvimento.

 





Por/ LOURDES.
INSENSIBILIDADE AOS SINAIS INIBIDORES DO CRESCIMENTO
  • Os genes supressores de tumor codificam proteínas que inibem a proliferação celular por regular o ciclo celular. Diferentemente, nos oncogenes ambas as cópias do gene devem estar perdidas para o desenvolvimento do tumor, levando à perda da heterozigose no locus gênico. 
  • Nos casos com predisposição familiar para desenvolver tumores, os indivíduos afetados herdam uma cópia defeituosa (não-funcional) de um gene supressor de tumor e perdem a segunda cópia por mutação somática.Nos casos esporádicos, ambas as cópias estão perdidas devido a mutações somáticas.
Referência: ROBBINS/PATOLOGIA GERAL 8ª EDIÇÃO

Por/ LOURDES
"A ICD TEM DIFERENTES FORMAS DE APRESENTAÇÃO E, NA MAIORIA DAS VEZES, É ASSOCIADA A RISCO DE MORTE EMINENTE, NECESSITANDO DE TRATAMENTO URGENTE"

DEFINIÇÕES CLÍNICAS DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA DESCOMPENSADA (ICD)

ICD AGUDA
Os sinais e os sintomas surgem no paciente sem diagnóstico prévio da doença

ICD HIPERTENSIVA
O paciente apresenta sinais e sintomas de IC acompanhados de pressão arterial alta com função sistólica relativamente preservada e com radiografia de tórax não compatível com edema agudo de pulmão

ICD EDEMA AGUDO DE PULMÃO
Paciente apresenta aumento abrupto da pressão capilar pulmonar, ocorrendo aumento do líquido nos espaços intersticial e alveolar pulmonar, causando dispneia súbita e intensa ao repouso com saturação de oxigênio menor que 90% à respiração ambiente

ICD POR CHOQUE CARDIOGÊNICO
Paciente com hipoperfusão tecidual induzida por IC. Caracteriza-se por pressão sistólica < 90 mmHg ou queda > 30 mmHg da pressão arterial média e/ou débito urinário < 0,5 ml/kg/h, com frequência cardíaca (FC) > 60 bpm, com ou sem evidência de congestão

ICD POR ALTO DÉBITO
Paciente com ICD e alto débito cardíaco, geralmento com a FC aumentada (em casos, por exemplo, de arritmias, anemia, tireotoxicoese e doença de Paget), com periferia quente, congestão pulmonar e, às vezes, PA baixa, como no choque séptico

ICD DIREITA
A falência ventricular direita é identificada nos pacientes com baixo débito cardíaco e aumento da pressão venosa jugular, aumento hepático e hipotensão

Referência: Revista- PesquisaMédica

Por/ LOURDES

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Cicatrizações

Cicatrização por primeira intenção (Ferimentos com margens opostas)


Fonte: http://www.rbccv.org.br/

  • Em 24 horas, os neutrófilos aparecem nas margens da incisão, movendo-se em direção ao coagulo de fibrina.
  •  Em 24 a 48 horas, a estimulação de células epiteliais move-se a partir de bordas de ferida ao longo das margens do corte da derme depositando componentes da membrana basal enquanto elas se movem.
  • Próximo ao 3º dia, os neutrófilos foram amplamente substituídos por macrófagos. O tecido de granulação invade, progressivamente, o espaço incisional.

  • Próximo ao 5º dia, o espaço incisional é preenchido com tecido de granulação. A neovascularização é máxima.

  • Durante a segunda semana há acumulo continuado de colágeno e proliferação de fibroblastos.

  • Próximo do final do primeiro mês a cicatriz é feita de um tecido conjuntivo celular desprovido de infiltrado inflamatório, coberto agora pela epiderme intacta.

 Cicatrização por Segunda Intenção (Ferimentos com margens Separadas)

  • Quando há uma perda mais excessiva de células e tecido, como superfície de feridas que criam defeitos grandes.
  • Os grandes defeitos teciduais geram um grande coagulo de fibrina que preenche o defeito e mais detritos necróticos e exsudato que devem ser removidos
  • Quantidade muito maior de tecido de granulação é formada
  • As etapas iniciais da contração da ferida envolvem a formação de uma rede de fibroblastos contendo actina na margem da ferida. A contração permanente da ferida requer a ação de miofibroblastos.

  • A contração destas células no local da ferida diminui o espaço entre as margens dérmicas da ferida.
  • Formação substancial de cicatriz e diminuição da epiderme
Por: Rafaely


Angiogênese

Angiogênese
Os vasos sanguíneos são formados durante um processo chamado vasculogênese, ainda no período embrionário por células endoteliais chamadas angioblastos.
No adulto o processo de formação de vasos é chamado de angiogênese ou neovascularização
Os angioblastos proliferam-se, migram para locais periféricos e diferenciam-se em células endoteliais que formam as artérias, as veias e os linfáticos.
No adulto
As células semelhantes aos angioblastos são chamas de EPCs (células progenitoras endoteliais) estão armazenadas na medula óssea dos organismos adultos e deslocam-se para os tecidos para iniciar a angiogênese

Angiogênese por substituição
As EPC participam na substituição das células endoteliais perdidas na reendotelização dos implantes vasculares e na neovascularização de órgãos isquêmicos, feridas cutâneas e tumores.
  • ·         Angiogênese de vasos preexistentes
  • ·         Há Vasodilatação
  • ·         Permeabilidade aumentada de vasos já existentes
  • ·         Degradação da MEC
  • ·         Migração de células endoteliais
  • ·         Proteínas reguladoras da angiogênese


Esse processo de angiogênese é regulado por proteínas incluindo:

  •          Integrinas
  •          Proteínas Matricelulares
  •          Proteinases
Por: Rafaely Araújo

Trabalho da V Semana de Enfermagem - Premiação

Premiação de Primeiro Lugar na Categoria Pôster

Momento da Premiação



Da Esquerda para Direita: 
Cleide, Rafaely, Gleice.



Da Esquerda para Direita:
Katia Monaisa, Rafaely Araújo, Erine, Isadora.

Postado por: Rafaely

Trabalho da V Semana de Enfermagem - Apresentação

Trabalho Exposto sobre Assistência de Enfermagem a paciente idosa acometida por úlcera venosa.
Tipo: Estudo de Caso
Relatora do trabalho Rafaely Araújo Mariano
Vanessa Jucá, Maria Elaine Silva, Cleovaldo Menezes (Orientador)





Da Esquerda para Direita: Maria Elaine, Vanessa Jucá, Enf. Elaine, Rafaely.

Apresentação do Trabalho em Poster

Postado por: Rafaely Araújo

Palestra sobre Câncer da Tireóide

Quarta-feira dia 19 de maio tivemos a satisfação de assistir a uma palestra ministrada pela Enfermeira e Pedagoga Dulcinéia sobre câncer de tireóide.

O câncer de tireóide é um dos tipos mais raros e tambèm mais tratáveis. Geralmente acomete mais pessoa do sexo feminino nas quais a chance de dura também é maior.
 Os dois tipos de câncer da tireóide encontrados mais freqüentemente são:
• Câncer folicular, que costuma surgir depois dos 30 anos.
• Câncer papilar, que costuma atingir mais mulheres e crianças. 

A retirada do câncer se dá por cirurgia, que pode envolver remoção total ou parcial da glândula.
Após a retirada total da glêndula(tireoidectomia) os pacientes fazem tratamento com iodo radioativo, com o bojetivo de eliminar células cancerosas que podem não ter sido retiradas na cirurugia.

Além do conhecimento a Dulcinéia nos passou uma linda mensagem de fé, coragem e superação.
AGRADECEMOS AO PROF. FLÁVIO POR TER PROPORCIONADO ESSE MOMENTO E ESSA OPORTUNIDADE MARAVILHOSA!

(Alexandra Fernandes)

Distúrbios Hemodinâmicos - CHOQUE

Sìndrome clínica caracterizada pele incapacidade do sistema circulatório de manter uma irrigação sanguínea adequada da microcirculação, com a consequente perfusão inadequada dos órgãos vitais.

- Falência da perfusão sistêmica
- Isquemia de todo o corpo
- "parada da circulação sanguínea"

O choque pode ser:
Hipovolêmico= resultante de hemorragia
Séptico=  resultante infecção bacteriana a qual faz com que todos os vasos se abram ao mesmo tempo, de forma que o sangue circulação muito lentamente.
Cardiogênico= resultante da dificuldade do músculo cardíaco em contrair.

(Alexandra Fenandes)

quarta-feira, 12 de maio de 2010

DISTURBIOS HEMODINÂMICO

Disturbio de Perfussão

Hiperemia é o excesso de sangue nos capilares e pequenos vasos de um órgão.
Existe a hiperemia ATIVA e PASSIVA;

ATIVA- Aumento do suprimento de sangue a partir do sistemaarterial, causado por dilatação arteriolar e recrutamento de mais capilares;

PASSIVA- Essa congestão decorre de um impedomento à saida de sangue através das vias venosas.Pode ser aguda ou crônica.A congestão passiva aguda ressulta em ingurgitamento venoso levando ao acúmulo de trasudato.

 
HEMORRAGIA- É o escape de sangue da circulação para os tecidos circunvizinhos ou para o exterior do corpo.Pode ser causadapor traumatismo acidental, procedimento cirúrgico, aterosclerose, ruptura de aneurisma, etc.

TROMBOSE- Refere-se a formação de um trombo, um agregado de sangue coagulado com plaquetas, fibrinas e elementos celulares oprisionados no interior da luz de um vaso sanguíneo.

EMBOLIA- É a passagem, através da circulação, de material capaz de se alojar em um vaso sanguíneo e obstruir a sua luz.

INFARTO- Refere-se a presença de excesso de liquidos no espaços intersticiais do corpo.

CHOQUE- É uma condição de disturbio hemodinamico e metabólico profundo, caracterizado por falha do sistema circulatório em manter um suprimento sanguíneo apropriado à microcirculação, com decorrente perfusão inadequada de órgãos vitais.

Por/ Lourdes.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

PAPILOMAVIROSE VULVAR

Na infecção genital causada pelo HPV, o vírus pode comportar-se de três formas, determinando respostas distintas no hospedeiro, a saber:

1- Expressar-se através de uma das diversas formas clínicas e subclínicas. As lesões viróticas puras, sem atipias, são de bom prognóstico e comumente causadas pelos HPV 6 e 11, chamados de baixo risco ou não-oncogênicos.

2- Atuar como co-agente na transformação  atípica do epitélio, expressando-se como lesões pré-malignas e malignas.Estas lesões estão comumente relacionadas com os HPV 16,18,30,31,33,34 e 35 ditos de alto risco ou oncogênicos e de mau prognóstico.
        Em relação à vulva, Reid et al.(1987) mostraram que os HPV 6 e 11 estavam associados com lesões condilomatosas em 78% dos casos, enquando que o HPV 16 estava relacionado, em 77% das pacientes, com lesões vulvares de grau histológico mais severo.

3- Permanece latente, portanto, sem expressão clínica ou cito-histológica.ferenczy (1985) foi o primeiro a mostrar a presença do HPV em áreas sadias perilesionais,Campion (1987) revelou que 48% das mulheres atendidas em clínica de Doenças Sexualmente Transmissíveis eram ppsotivas para HPV, apesar de apresentarem citologia e colposcopia negativas; além disto, 25% destas pacientes eram positivas para o HPV 16.

VERRUGAS
A infecção anogenital causada pelo HPV é, em sua maioria, bastante característica e fácil de reconhecer.Localiza-se, preferentemente, na vulva, meato uretral, períneo, ânus, colo uterino e vagina.
Na vulva, a localização mais comum é a fúrcula, seguida dos pequenos lábios, vestículo e grandes lábios.A região menos atingida é a clitoriana.

Referência: HPV Infecção Genital Feminina e Masculina * Jacytho * Almeida Filho * Maldonado
Por/ Lourdes.

terça-feira, 4 de maio de 2010

A MEMBRANA BASAL

As membranas basais são constituídas por colágeno do tipo IV, laminina e proteoglicanos associados nos matrissomos. A integridade das membranas basais é importante para manter a atividade funcional dos epitélios sob os quais se localizam, além de ser indispensável para a função de filtro que controla a passagem de macromoléculas e de agregados moleculares.


CORRELAÇÕES CLÍNICAS


  • Diabetes: problemas de cicatrização e circulação, às vezes somado a um engrossamento das membranas basais e mais quantidade de colágeno tipo IV e laminina.

  • Deficiência de adesão leucocitária: é genético, os leucócitos precisam das integrinas para aderir-se à membrana basal e como consequência aparecem infecções agudas bacterianas e fungicas de pele e mucosas.

  • O grau de destruição do tecido de sustentação é um dos fatores que determina o tipo de reparação do teciso lesionado.
GLOMERULONEFRITE MEMBRANOSA

Referências: Bogiolo, patologia geral / [editado por] Geraldo Brasileiro Filho. - 4.ed. - Rio de Janeiro:Guanabara Koogan, 2009.

Elisama Cruz

segunda-feira, 3 de maio de 2010

TRANSDUÇÃO DE SINAL

Quando um agente sinalizador se liga ao receptor, são enviados sinais ao núcleo, ou sela, sinais extracelulares são convertidos em sinais intracelulares, os quais geram respostas celulares específicas levando à alteração na regulação de expressão gênica.. Este processo de envio de sinais é denominado TRANSDUÇÃO DE SINAL!

(Alexandra Fernandes)

sexta-feira, 30 de abril de 2010

CÂNCER DO COLO DO ÚTERO

O câncer de colo do útero tem sua origem principal na junção escamo colunar, tanto do epitélio escamoso como de epitélio colunar. São reconhecidas duas principais categorias de carcinomas invasores da cérvice:
  • Carcinoma de células escamosas - representa cerca de 80% dos casos.
  • Adenocarcinoma - representa cerca de 10% dos casos, demonstrando aumento crescente de incidência em mulheres mais jovens, talvez pelo uso indiscriminado de contraceptivo hormonal.
C


O câncer de colo uterino é um dos tipos de câncer que mais mata mulheres no Brasil. Ele possui uma particularidade: antes de tornar-se uma doença maligna, apresenta lesões precursoras, isto é, lesões que ainda não são câncer mas que poderão se tornar. A existência de lesões precursoras é a principal característica do câncer de colo de útero, dando condições ao médico de tratá-lo precocemente e conseguir a cura.

As principais CAUSAS do câncer de colo do útero:
  • Início precoce de atividades sexuais
  • Múltiplos parceiros sexuais
  • Vários partos
  • Doenças sexualmente trensmissíveis (HPV - Papilovírus)
  • Higiene íntima inadequada
  • Tabagismo
SINTOMAS


A fase inicial da doença não possui sintomas, por isso sua detecção só é possível através de exame preventivo. Conforme a doença progride, os principais sintomas são sangramento vaginal, corrimento e dor.




REFERÊNCIAS:

Elisama Cruz Gonçalves

quarta-feira, 28 de abril de 2010

DEBRIDAMENTO

É a remoção do tecido desvitalizado presente na ferida. Atualmente os métodos utilizados na prática clínica são o autolítico, enzimático, mecânico e cirúrgico.

Autolítico – usa as enzimas do próprio organismo humano para dissolver o tecido necrótico. Isto ocorre quando os curativos oclusivos ou semi-oclusivos são utilizados. Geralmente não causam dor e requerem pouca habilidade técnica para sua realização. O debridamento pode ser bastante lento, mas é o mais seletivo. Na presença de infecção ou em grandes extensões de necrose assim como em pacientes imunodeprimidos o seu uso é contra-indicado. A ferida apresenta odor durante o processo de debridamento. As coberturas sintéticas como hidrocolóide, hidrogel e filmes transparentes promovem o debridamento autolítico.

Enzimático – utiliza agentes químicos que são seletivos para o tecido necrótico e causam danos mínimos em tecidos saudáveis. Podem ser utilizados em feridas extensas com quantidades moderadas de tecido necrótico. Podem ter custo elevado e requerer prescrição para compra. Os dois agentes mais comuns são a colagenase e papaína. A colagenase é uma enzima isolada do clostridium hystoliticum. Digere o colágeno, mas não é ativo contra a queratina, gordura ou fibrina. O ph ideal da ferida para o seu uso é 6-8. A papaína é uma enzima proteolítica derivada do carica papaya. Nos Estados Unidos é combinada com uréia para ativação e sua ação ocorre com o pH entre 3-12. No Brasil a papaína é encontrada na forma de pó, solúvel em água ou na forma de gel. É utilizada em concentrações diferentes de 2% a 10%, dependendo das características da lesão.

Mecânico – Usam a força física para remover o tecido necrótico sendo produzido pela fricção com pinça e gaze, pela retirada da gaze aderida ao leito da ferida ou pela hidroterapia que força a remoção. Os curativos de gaze não são seletivos e danificam o tecido saudável ao remover o tecido necrótico; a cicatrização pode demorar mais tempo.

Debridamento Cirúrgico – utiliza métodos cirúrgicos para remoção do tecido necrótico. É freqüentemente considerado o método mais efetivo já que uma grande excisão pode ser feita com a remoção rápida do tecido. É utilizado para preparar uma ferida para receber o enxerto. É considerado invasivo e de custo elevado, requer o uso de sala cirúrgica. O debridamento instrumental pode ser realizado no leito do paciente por profissional não médico desde que habilitado. Para o enfermeiro, esta prática é regulamentada pelos Conselhos Regionais de cada estado.

Por/ Maria de Lourdes Silva

Tecido de Granulação


É o indicador da cicatrização e decorre da proliferação de fibroblastos e células endoteliais vasculares.Tem aparência rósea, lisa e granular e possui ainda aspectos histológicos caracterísitcos:   

  • Formação de pequenos novos vasos sanguíneos (angiogênese)  
  • Proliferação de fibroblastos

      Os novos vasos permitem a passagem de proteínas e células vermelhas para o espaço extravascular, logo o tecido de granulação é, com frequência, demaciado.

      (Alexandra Fernandes)

      terça-feira, 27 de abril de 2010

      TECIDO DE REPARAÇÃO:REPARO

      O REPARO DO TECIDO PODE SER DIVIDIDO EM DOIS PROCESSOS:
      • REGENERAÇÃO
                                             -resulta na restituição dos tecidos perdidos;
                                             -os tecidos com alta capacidade proliferativa renovam-se continuadamente e pode regenerar-se após uma lesão enquanto não forem atingidas as células tronco desses tecidos
      • CICATRIZAÇÃO
                                           -pode restaurar as estruturas originais, porém envolve a deposição do colágeno e a formação da cicatriz;
                                           -ao contrário da regeneração, a cicatrização com a formação de cicatriz ocorre se a estrutura da MEC(matriz extracelular) estiver danificada, causando alterações na arquitetura tecidual.



      Rafaely Araújo
                                                  

      domingo, 25 de abril de 2010

      Pigmentação

      Pigmentação



      Pigmento: substância de origem, composição química e significado biológico diversos que tem cor própria.

      Pigmentação: processo patológico ou normal, de formação ou acúmulo de pigmentos.

      • Há 03 classes de pigmentos:

      1. Melanina;

      2. Hemoglobina e seus derivados;

      3. Lipocromos;

      Esses são considerados pigmentos endógenos: produzidos por meio de atividade metabólica das próprias células do organismo.

      Pigmentos exógenos: alcaçam o interior do organismo por via respiratória, digestiva ou quando inculado através da pele, vindos já pré-formados do meio exterior.

       Pigmentações endógenas:

      • Pigmentações hemoglobínicas: a hemoglobina é a pigmentação que dá a cor vermelha as hemácias;o principal pigmento biliar é a bilirrubina, produto final do catabolismo da fração heme (uma das partes fundamentais da hemoglobina, que possui quatro anéis pirrólicos que contem ferro) da hemoglobina e de outras hemoproteínas, No aumento da produção de bilirrubina ou no defeito hepático da remoção deste pigmento da circulação sanguínea, eleva o nível de bilirrubina no sangue; para isso chamamos hiperbilirrubinemia. Que pode causar por exemplo a icterícia, que em crianças se não tratada pode... pela sua toxicidade.

      • Os passos da degradação do heme ate a bilirrubina são facilmente visualisados em áreas de hematomas.Onde as mudanças de coloraçãode vermelha (no extravasamento de hemoglobina) até a biliverdina responsável pela cor verde do hematoma e depois para a cor amarela.

      • Melanina: a coloração normal da pele, dos pêlos e dos olhos é devida a melanina. Essa tem ação protetora, protege a pele da ação lesiva dos raios solares, ela é formada pelos melanócitos, que quando são estimulados produzem melanina.

      Ex: na degradação e morte de algumas células epiteliais da epiderme na exposição ao sol.

       Pigmentações exógenas:

      • Antracose: quando pequeníssimas partículas de carvão são inaladas, podem atingiros alvéolos pulmonares, neste caso, são fagocitadas por macrófagos.

      Esse processo não causa alteração. Porem quando associado ao hábito de fumar, agrava os efeitos do fumo sobre os pulmões.



      • Também são exemplos de pigmentação exógena: a siderose e a tatuagem.

      BIOFILMES E INFECÇÃO HOSPITALAR

      Os Biofilmes são constituídos por uma comunidade estruturada de células aderentes a uma superfície inerte ou viva, embebidas numa matriz de exopolissacarídeo. Não são apenas camadas viscosas contendo microorganismos, mas representam sistemas biológicos altamente organizados, onde as bactérias estabelecem comunidades funcionais estruturadas e coordenadas.

      A vasta maioria das doenças infecciosas vêm sendo tratada eficientemente com antibióticos entretanto, de acordo com as pesquisas mais recentes, sabemos que tal tipo de estratégia pode ser ineficaz em duas situações:
      • Com organimos exibindo resistência inata à droga
      • Em bactérias presentes em biofilmes
      Biofilme formados por bactérias Staphyloccocus aureus na superfície de um cateter

      Em um biofilme as bactérias podem ser 1000 vezes mais resistentes a um antibiótico, quando comparadas às mesmas células planctônicas, embora os mecanismos envolvidos nesta resistência sejam ainda pouco conhecidos.

      Os biofilmes são usualmente encontrados em substratos sólidos, como equipamentos hospitalares, associados com soluções aquosas. A dificuldade de se erradicar essas bactérias desses locais, aliada a sua multirresistência a drogas antibacterianas, faz com que esses seres contribuam substancialmente para a mortalidade de pacientes hospitalizados.

      Sua ocorrência e persistência no ambiente hospitalar tem sido verificada em todo o mundo, particularmente em países em desenvolvimento como o Brasil, e tem tornado infelizmente muitos hospitais verdadeiras fábricas de doenças.

      É preciso que a população se conscientize da gravidade do problema e solicite que os hospitais de sua cidade tomem medidas para evitar a ocorrência de infecções nosocomiais, ou seja, hospitalar, como a implementação da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar(CCIH).

      Portanto, acadêmicos da área de saúde e em especial, nossos colegas acadêmicos de enfermagem, vamos fazer valer a pena a nossa formação e fazer a diferença no combate a Infecção Hospitalar, quando execermos nossa profissão.

      postado por: ELISAMA CRUZ GONÇALVES

      quarta-feira, 21 de abril de 2010

      DIP ( DOENÇA INFLAMATÓRIA PÉLVICA

      A doença inflamatória pélvica (DIP) é uma infecção dos órgãos reprodutores femininos, causados por ação bacteriana, com maior frequência entre as mulheres jovens que mantem constantes relações sexuais, especialmente com múltiplos parceiros. Raramente ocorre após a menopausa. É uma doença sexualmente transmissível (DST).
      É transmitida por bactérias como o gonococo, as causadoras da clamídia em maior incidência .Há outros agentes mas de menor ocorrência.

      Transmissão

      Ocorre durante o ato sexual quando a(o) companheiro(a) estão contaminados; no parto, se a mãe estiver infectada, ou por contaminação indireta se, por exemplo, uma mulher usar artigos de higiene íntima de uma amiga contaminada. Há casos raríssimos de contágio em vasos sanitários, se houver um ferimento proeminente na vulva feminina e por contágio através de uso de artefatos contundentes ou agulhas infectadas chamada septemia gonocóquica.



       Progressão e sintomas

      O intervalo de tempo entre a contaminação e o surgimento dos sintomas e o período de incubação é variável vai de, 2 a 4 dias, excepcionalmente podendo alcançar 30 dias.
      Mais comum em mulheres jovem, que mantêm constantes relações sexuais, são a ardência ao urinar ou disúria acompanhada de febre baixa e o aparecimento de corrimento que varia do amarelo ao purulento que sai da vagina, com odor característico e forte. Uma complicação perigosa é consequência de disseminação para o trato genital superior, com dores abdominais e até sangramento, podendo atingir o útero, tubas uterinas e cavidade abdominal em especial, resultando na infertilidade. No homem é conhecida como Uretrite ou infecção da uretra. Se atingir as trompas, pode dar origem a abscessos ou obstruções severas. Na região da vulva pode afetar a Glândula de Bartholin, ocasionando as chamadas Bartholinites: essa inflamação deixa a vulva sensível e perigosamente exposta a novas infecções.


       Diagnóstico

      O diagnóstico é basicamente clínico, não havendo necessidade de exames laboratoriais específicos. Porém, se houver necessidade como, por exemplo, estudos epidemiológicos O mais eficiente é o chamado coleta "in vitro" ou local, através de "swab" (uma longa haste com pedaço de algodão na ponta). O material recolhido é transposto em um campo de cultura e após 72 horas o especialista conta a quantidade de bactérias por mm quadrado indicando assim o grau de contaminação do(a) paciente.


       Tratamento

      Além de medidas de higiene, e o uso de proteção (preservativo/camisinha) compreende o uso de antibióticos e quimioterápicos, sob rigorosa prescrição médica, pois pode haver um mascaramento da doença, com consequencias imprevisíveis para a pessoa.